Operação Skala e a incerteza do futuro

A Operação Skala teve como objetivo coletar provas para o inquérito que se investiga o atual presidente, Michel Temer, por editar um decreto com o intuito de favorecer empresas portuárias em troca de propina. Durante a investigação, a empresa Rodrimar foi alvo de busca e apreensão nesta quinta-feira (29) em Santos. A Polícia Federal também prendeu dois amigos de Temer, o advogado José Yunes e o ex-coronel João Baptista Lima Filho.

O inquérito investiga o possível pagamento de propina por empresas do setor portuário para agentes do governo em troca de favorecimento nos contratos. Em maio de 2017, um decreto assinado pelo presidente Michel Temer aumentou o prazo das concessões das áreas portuárias de 25 anos para 35 anos. Segundo a Procuradoria Geral da República, esse decreto teria sido editado em troca de pagamento de propina ao presidente e seus principais aliados. A polícia também investiga se o presidente recebeu oferta de dinheiro em forma de doação para a campanha eleitoral.

No sábado (31), o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF) revogou as prisões da Operação Skala. Dentre os presos, estavam presentes dois amigos pessoais do presidente Michel Temer, o advogado José Yunes e o ex-coronel da Polícia Militar de São Paulo, João Baptista Lima Filho. O motivo da revogação sustenta-se no argumento de que as medidas de natureza cautelar alcançaram a sua finalidade e que todos os pedidos de prisão, busca e apreensão foram cumpridos.

O futuro do atual presidente da República, Michel Temer, é incerto, visto que o país ainda está sofrendo com a turbulência causada pela Operação Lava-Jato e pela indecisão do cumprimento da Reforma da Previdência. Apesar dos índices baixos de popularidade, o presidente deve disputar as eleições, até mesmo porque, diz se orgulhar do que fez durante o período em que governou o país e que conseguiu recuperar um Brasil que estava quebrado.

O Brasil, atualmente, encontra-se sem uma identidade certa quanto à corrida eleitoral de 2018. Por enquanto, Lula segue liderando a corrida pela presidência, mesmo condenado na Operação Lava-Jato. Os outros candidatos ainda se mostram como uma incerteza para o país. Não se sabe ao certo o que esperar no dia 7 de outubro de 2018, mas as eleições devem ser marcadas pela heterogeneidade da situação atual do país.

Texto de Thiago Soltau, graduando em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas e consultor da Consultoria Júnior de Economia da EESP – FGV.                                                                                                                                                         

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