Tarifas de Trump

O presidente americano Donald Trump colocou em vigor tarifas de importação sobre aço e alumínio. Embora elas tenham sido anunciadas sob a justificativa de segurança nacional, o principal objetivo dessa medida é atingir a China, que é o maior produtor mundial de aço. As sobretaxas de 25% no aço e 10% no alumínio poderiam custar cerca de $60 bilhões para a China. Porém, as tarifas trouxeram uma preocupação em relação a possibilidade de haver uma guerra comercial, diversos países elevando taxas de importação, em resposta às ações de Trump.

A possibilidade da guerra comercial surgiu logo que o presidente estadunidense anunciou as novas tarifas. A resposta imediata da China e de alguns países europeus foi ameaçar elevar taxas sobre produtos americanos. Porém, Trump amenizou essa tensão ao isentar diversos países aliados, por pelo menos um mês, enquanto ocorrem negociações para decidir se a isenção será permanente. Mesmo assim, o governo americano disse que poderia criar quotas de importação, o que significa que os EUA teriam quantidades limitadas para comprar determinados produtos importados.

O benefício da isenção temporária não foi concedido à China e o país anunciou que irá impor tarifas sobre 128 produtos americanos, por exemplo carne suína, a partir desta segunda feira. Assim, ainda há a possibilidade de uma guerra comercial mais severa, principalmente, entre as duas importantes potências mundiais, China e EUA.

Esse cenário de incerteza e receio quanto a uma guerra comercial, gerou um impacto negativo nas bolsas de valores americanas nas últimas semanas. Na semana em que as tarifas foram anunciadas, os índices Dow Jones e S&P 500 tiveram queda de 6%.

O impacto negativo das medidas de Trump podem atingir o Brasil, que é o segundo maior exportador de aço para os Estados Unidos. Por enquanto, o Brasil está isento das tarifas, porém as negociações para tornar a isenção permanente ainda não se concluíram.

Texto de Guilherme Luz, graduando em Economia pela Fundação Getúlio Vargas e consultor da Consultoria Júnior de Economia da EESP – FGV.                                                                       

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