As incertezas da crise da União Europeia

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Após a Segunda Guerra Mundial, percebeu-se a necessidade de haver uma união entre os países, principalmente os europeus. Em 1950, surge a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, com o objetivo de unir os países, tanto politicamente, quanto economicamente. Posteriormente, em 1957, é feito um novo tratado, em que é instituída a Comunidade Econômica Europeia, sendo um dos primeiros exemplos de mercado comum entre os países. Já em 1993, após debates e reuniões, foi assinado o tratado de Maastricht, fundando a União Europeia (UE).
A UE é um bloco que visa à cooperação política e econômica entre os países membros, sendo um dos blocos mais avançados do mundo, com economia, sociedade e política fortemente integradas. Mesmo fortemente integrados, em 1999, alguns países decidiram ir adiante, fundando a Zona do Euro, com características similares às da União Europeia, mas agora com uma moeda unificada, o Euro.
A Zona do Euro, principalmente na última década, atravessou diversas crises que ameaçaram a situação econômica de alguns de seus integrantes. Dentre elas, a crise de endividamento dos Estados europeus decorrentes da crise de 2008, a crise humanitária dos refugiados e, recentemente, o Brexit. Nesse contexto, há um panorama de incerteza diante de como o grupo lida com as questões, dados os diferentes métodos para tal.
Nos últimos anos, a União Europeia recebeu uma onda migratória nunca vista – em que, somente no ano passado, mais de 1,5 milhão de pessoas adentraram o território europeu –, o que acabou gerando revolta em certos setores da economia, principalmente nos mais conservadores. Essa insatisfação vem fazendo com que cada vez mais países europeus presenciem a retomada do extremismo e do nacionalismo exacerbado, como ocorre na Polônia.
Apesar disso, a UE, acompanhando a tendência mundial, teve uma retomada de confiança dos investidores e do consumidor (passando de -5,1 em Janeiro de 2017 para 0,5 pontos em Janeiro de 2018, de acordo com o site Investing), além de uma taxa de desemprego caindo de 9,7% para 8,7% em Janeiro de 2017 e 2018 respectivamente; em 2017, sua economia cresceu 2,5%, tendo o maior ritmo de crescimento da última década. Dessa forma, o contextos se mostra propício para melhora na situação da economia.
O real potencial de crescimento da Zona do Euro ainda é uma incógnita, apesar de estar com um crescimento expressivo. Mesmo assim, pode-se afirmar que há um papel nessa questão destinado aos políticos e, principalmente, à sociedade, não somente com relação a crises, mas também acerca do crescimento econômico, sua estabilidade e sustentabilidade para os próximos anos.

Texto de André Szapiro, graduando em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas e consultor da Consultoria Júnior de Economia da EESP – FGV.

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