Brasil: 3º exportador mundial

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A história da economia brasileira sempre foi ligada à agricultura e à mineração, de forma que grandes ciclos como de Pau-Brasil, cana- de açúcar, ouro, café e borracha caracterizaram o país como um importante exportador mundial. A crise do modelo agrário, em fins de 1929, serviu de incentivo para industrialização do Brasil, mas, ainda assim, a agropecuária continua sendo o setor que mais destaca. Com condições climáticas favoráveis, o ano de 2017 foi marcado por um crescimento expressivo da safra, o que puxou uma expansão de 13% no PIB do setor.

Grande parte do crescimento da área é correspondente aos resultados do cultivo de cana-de-açúcar, algodão e oleaginosas–especialmente a soja –que representam 37%, 35% e 23% do setor, respectivamente. A colheita de algodão da safra 2017/2018 foi excepcional para o Brasil e um novo recorde de produção, de 2,015 milhões de toneladas, foi alcançado. Tal marca elevou o país para a 3º posição de exportador mundial, perdendo apenas para os Estados Unidos e a Índia. O crescimento demonstrao reconhecimento alcançado pelo algodão brasileiro no mercado internacional.

Porém, existem incertezas do mercado que geraminstabilidade nas exportações. Entre estas está a Guerra comercial entre Estados Unidos e China, pois o país oriental deixou de ser o maior importador de algodão, sendo substituída por Bangladesh e Vietnã, de modo que seu reposicionamento no mercado em 2018/2019 pode favorecer ou não a situação dos fornecedores brasileiros de algodão. A greve dos caminhoneiros, em maio de 2018, também trouxe muitas alterações ao setor, sendo que estas ocorreram de modo a gerar perdas. Com 9 dias de produção parada, cerca de 2,5 milhões de reais foram perdidos e as consequências como o tabelamento do frete podem significar empecilhos para toda cadeia, do produtor até o consumidor final.

Entretanto, a continuação do crescimento da safra até 2024 será baseada na melhora da produtividade e da expansão das lavouras. Em razão disso, estudos indicamo Brasil com a liderança das exportações mundiais do setor agrícola em 2024, consolidando assim os avanços que o setor registrou no país nos últimos anos.

Texto de Bianca Calezene, graduanda em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas e consultora da Consultoria Júnior de Economia da EESP – FGV.

 

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