Local: Quinta semana de alta na bolsa

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O ano de 2018 foi um período turbulento para o Brasil. Os escândalos de corrupção e a suspensão da tramitação da reforma da previdência em fevereiro, aliados à tensa eleição presidencial, terminaram por gerar uma série de incertezas, tanto políticas, quanto econômicas, para o país.

Uma instituição sensível a essas incertezas é a bolsa de valores que, localizada em São Paulo, opera sob o nome B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) e tem seu desempenho indicado pelo Índice Bovespa (Ibovespa). Na bolsa, são negociadas, principalmente, ações de empresas de capital aberto e títulos financeiros. Essas ações, por sua vez, estão sujeitas a variações em seu valor, seja por questões ligadas à empresa a qual elas estão atreladas, ou por acontecimentos ligados ao seu setor de atuação e à economia como um todo.

Se, por um lado o ano das eleições foi marcado por problemas na esfera política e inseguranças nos mercados, 2019 começou bem para a bolsa de valores brasileira. Com isso, houve uma contínua alta nas cinco últimas semanas, fechando com um crescimento de 1,16% na última quinta-feira (24/01), impulsionada principalmente pela valorização dos papéis da Via Varejo (6,4%), Kroton (5,54%) e do Bradesco (1,1%).

A boa performance da bolsa e o otimismo para o futuro se encontram intimamente ligados aos prospectos de maior abertura comercial e das reformas tributária e da previdência, todos endossados pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, em suas entrevistas durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, e previstas para ocorrerem durante o governo Bolsonaro. A reforma previdenciária, em específico, é vista como crucial por investidores para a melhora na situação fiscal do país e uma consequente estabilização das finanças do governo.

Embora as mudanças já pareçam encaminhadas, para um contínuo crescimento da bolsa e da economia, será necessário que as intenções manifestadas pela equipe econômica do novo presidente, de fato, se concretizem. Quando e como isso ocorrerá, ainda não se sabe.

A quinta semana da bolsa, no entanto, se inicia em queda. Após o rompimento de uma barragem da Vale S.A na cidade de Brumadinho (MG).

Texto de Rafael Alves, graduando em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas e trainee da Consultoria Júnior de Economia da FGV.

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