Novo acordo comercial entre Brasil e Chile

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Na última sexta-feira, 19 de outubro, foram concluídas as negociações para o Acordo de Livre comércio entre o Brasil e o Chile. Ao todo, foram 4 rodadas de discussões iniciadas em abril deste ano, com a visita do presidente chileno Sebastinan Piñera a Brasília. Elas agora chegam ao fim após sua última rodada de discussões em Santiago, em que Felipe Lopeandía  liderou as negociações pelo Chile e Michel Arslanian pelo Brasil. 

O acordo incluirá 17 temas de natureza não tarifária, como comércio de serviços; comércio eletrônico; telecomunicações; medidas sanitárias e fitossanitárias; obstáculos técnicos ao comércio; facilitação de comércio; propriedade intelectual; e micro, pequenas e médias empresas ao acorda Acordo de Complementação Econômica Nr. 35 entre o MERCOSUL e o Chile, vigente desde 1996, que já removeu as tarifas de importação no comércio entre os dois países. Dessa forma, o acordo entre o Brasil e o Chile, somado aos demais acordos já existentes entre o MERCOSUL e diversos outros países da América do Sul, como Bolívia, Peru, Equador, Colômbia e Venezuela, permitirá que em Janeiro de 2019 sejam praticamente eliminadas as tarifas de importação na região. 

Essa também é a primeira vez que o Brasil se compromete, em um acordo bilateral, a adotar práticas em matéria de comércio eletrônico; boas práticas regulatórias; transparência em anticorrupção; cadeias regionais e globais de valor; gênero; meio ambiente; e assuntos trabalhistas. Além disso, os países também se comprometerão a eliminar as taxas de roaming internacional, que são as cobranças de quando é feita uma ligação fora da área da operadora, para dados de telefonia móvel. 

Outro efeito do acordo será um possível fortalecimento das relações entre o MERCOSUL e a Aliança do Pacífico, que possuem entre seus membros, respectivamente, o Brasil e o Chile. Ambos os países são bastante influentes em seus blocos, e um acordo de tal proporção entre eles terá chances de influenciar os outros países do bloco a também tentarem uma aproximação, reforçando a integração regional. 

Mesmo antes do acordo, os dois países já eram grandes parceiros comercias, evidenciado por fatos como o de que só esse ano já foram movimentados mais de U$ 7,2 Bilhões em intercâmbio comercial Bilateral, sendo o Brasil o maior parceiro comercial do Chile na América Latina. Ainda, existe um estoque de aproximados U$31 Bilhões de investimentos Chilenos no Brasil, que é seu principal destino de investimentos.

Agora é esperado que o Acordo seja assinado pelos parlamentares de ambos os Países. De acordo com Michel Arslanian, que também é o diretor do Departamento dede Integração Econômica Regional do Ministério de Relações Exteriores, o acordo deve ser assinado até o final de novembro.

 

Texto de Bruno Mendonça, graduando em Economia pela Fundação Getúlio Vargas e consultor da Consultoria Júnior de Economia da EESP – FGV.

One Comment on “Novo acordo comercial entre Brasil e Chile”

  1. “O novo acordo contribuira para impulsionar os fluxos de comercio e investimentos entre o Brasil e o Chile, nos setores tanto de bens quanto de servicos. Constituira, ao mesmo tempo, um vetor de aproximacao entre o Mercosul e a Alianca do Pacifico e de reforco da integracao regional”, afirmou o ministerio em nota enviada a imprensa no sabado (20).

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